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💰 O bote salva-vidas do BRB para o Master
+ as máximas e mínimas do primeiro trimestre e o dia da tarifação

Bom dia Droppers,
Pensei no chuveiro: que 1º abril pode até ser o “Dia da Mentira”, mas em 2025 parece mais é que todo momento é a “Hora da Verdade”.
No drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
Resultados PicPay: a fintech crescendo o lucro 7x
BRB e Master: a dança do acasalamento dos bancos
Tarifas EUA: O dia da tarifação libertação
Mercados 2025: entre máximas e mínimas


Por aqui, o boletim Focus não apresentou grandes novidades, mas projeta uma queda para o dólar (R$ 5,92) e o PIB (1,97%) para o final do ano. Ainda durante o pregão, os EUA divulgaram um relatório listando os países que impõem barreiras às exportações americanas e estão suscetíveis à retaliação - o Brasil estava na lista. Hoje a Receita irá liberar a declaração pré-preenchida do IR.
Lá fora, o S&P chegou a fazer a sua mínima dos últimos 6 meses, mas acabou terminando em terreno positivo, junto com o Dow Jones, enquanto a Nasdaq ficou negativa, com as mag-7 entrando oficialmente, em bear market. O índice que inclui as 7 maiores empresas tech, ponderado pelo seu valor de mercado, já acumula -20,4% do seu topo histórico na virada do ano.
Resultados PicPay: a fintech crescendo o lucro 7x

Nada como crescer o lucro em sete vezes no ano e solidificar a posição como uma das maiores fintechs do Brasil. Foi assim que o PicPay encerrou o ano de 2024. O balanço do quarto trimestre (4T24) revelou avanços significativos em receita, lucro e base de clientes, além de iniciativas inovadoras que consolidaram a empresa como referência no setor financeiro digital.
Receita Líquida: alcançou R$ 5,6 bi em receita líquida em 2024, um crescimento de 61% em relação ao ano anterior. No 4T24, a alta foi de 91% na comparação anual.
Lucro Líquido anual: chegou a R$ 252 mi, sete vezes maior que o registrado em 2023.
Base de Clientes: encerrou o ano com mais de 60 milhões de contas e quase 39 milhões de usuários ativos trimestrais, um aumento de 13% na base ativa.
Volume Transacionado (TPV): atingiu R$ 421 bi no acumulado do ano, crescendo 55% em relação a 2023.
Crédito e Cartões: a carteira de crédito cresceu 18x, alcançando R$ 10,6 bi. Já o volume transacionado com cartões totalizou R$ 39,2 bi, um aumento de 45%.
Produtos e Serviços: a emissão de cartões ultrapassou a marca de 11 milhões, enquanto o segmento de seguros atingiu mais de cinco milhões de apólices ativas.
A PicPay investiu também em tecnologia e novos produtos:
Lançou funcionalidades como pagamentos via Pix diretamente no WhatsApp e integração com o Google Wallet.
Expandiu sua atuação no Open Finance, permitindo maior integração entre contas financeiras e pagamentos digitais.
Introduziu contas para menores de idade e ampliou sua oferta para clientes empresariais com maquininhas e Smart POS.
Os resultados positivos impulsionaram a confiança dos analistas: O forte crescimento da receita e a diversificação das fontes de renda foram amplamente elogiados. Apesar disso, houve preocupações sobre o aumento das provisões para perdas com crédito devido à nova regulamentação do Banco Central.
Apesar dos resultados expressivos nos últimos anos, a fintech dos irmãos Batista da J&F - que também é controladora da JBS, Eldorado Celulose e outras - ainda não conseguiu realizar o tão desejado IPO. A empresa sinaliza interesse em abrir capital desde 2021, mas enfrentou desafios como condições adversas no mercado financeiro, além da volatilidade econômica que impactou o setor tecnológico.
Rubinho é bom no volante. O câmbio fica com a Remessa
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De cliente a embaixador. Rubinho se junta à Remessa Online para reforçar a mensagem sobre a importância de ter um parceiro de câmbio em transações internacionais com agilidade, segurança e transparência.
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BRB e Master: a dança do acasalamento dos bancos
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Depois do Banco BTG oferecer R$1 para assumir as dívidas e capitalizar o Banco Master, o Banco BRB entrou no ringue e ofereceu R$2 bilhões para assumir a bronca e ainda prometeu manter o CEO Daniel Vorcaro no comando.
Os R$ 2 bilhões oferecidos pelo Banco Master por 58% das ações avalia o Banco BRB em R$ 3,5 bilhões e é equivalente a 75% do seu patrimônio líquido.
O BRB se tornaria dono de 100% das ações preferenciais e 49% das ações votantes.
Mas como chegamos até aqui?
Juros generosos: o banco ganhou fama por oferecer CDI em até 140% e IPCA+10%, acima da média do mercado. Se por um lado a estratégia gerou a captação de R$ 50 bilhões, por outro, o custo de funding e o risco aumentaram significativamente.
Alocações arriscadas: com investimentos em precatórios e empréstimos para empresas em dificuldade (recuperação judicial e turnaround), o banco se viu em uma situação de muita exposição.
Risco sistêmico: em uma eventual quebra do banco, o valor de R$ 50 bilhões representaria 42% da liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) - que tem a proposta de proteger investidores em até R$ 250 mil em caso de falência da instituição.
Para onde vamos a partir daqui?
Caso a transação seja concluída, o que ainda depende da aprovação do Banco Central, que não emitiu nenhuma nota a respeito, o Banco Master:
Clientes: saltaria de 9 para 15 milhões.
Carteira de crédito: chegaria em ~R$ 72 bi, se tornando o 9º maior banco em termos de crédito.
Ativos: somaria R$ 140 bil, saltando da 23ª para a 17ª posição no ranking.
Classificação: se tornaria um banco S2, a segunda prateleira na classificação de importância sistêmica do BC.
Se você deve R$ 1 milhão para o banco, você tem um probleminha. Se você deve R$ 100 milhões, o banco é que tem um problema. Agora, se o FGC não conseguir garantir que o problema do banco seja resolvido, o país todo terá um problemão - e por isso uma possível intervenção estatal também está sendo avaliada nos bastidores.
O dia da tarifação libertação dos EUA
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crédito ©FRESHIDEA
Desde que assumiu o trono, o novo presidente americano tem usado as tarifas como sua principal estratégia de negociação. Amanhã (2 de Abril), está programado o dia da tarifa final da libertação, com tarifas generalizadas para todo lado, elevando o protecionismo americano a um nível sem precedentes desde a maior guerra da história da humanidade, a segunda guerra mundial (1939-45). Antes de sabermos sequer quais tarifas entram em vigor, os bancos já começam a projetar um cenário de recessão para a maior economia do mundo.
A maior plataforma do mercado preditivo, Polymarket, aumentou o risco da economia americana entrar em recessão de 19% no começo do ano para 39% agora.
A confiança do consumidor despencou nos últimos meses, com o índice da Universidade de Michigan, divulgado na sexta-feira, revelando o maior percentual de americanos esperando alta no desemprego desde a Grande Recessão, enquanto as expectativas de inflação atingiram o maior nível em 32 anos.
O Goldman Sachs, pela segunda vez no mês, revisou sua projeção para a recessão e agora vê 35% de chances de ela acontecer nos próximos 12 meses, uma alta considerável em relação aos 20% anteriores.
O banco projeta os seguintes números para o ano:
PIB: expansão de apenas 1%, bem abaixo dos 2,8% de 2024.
Inflação: a principal inflação do consumidor (PCE) chega em 3,5% no ano.
Taxa de juros: com 3 cortes durante o ano, indo para o range 3,5%-3,75%
Taxa de desemprego: aumentou em 0,3%, indo para 4,5%.
S&P: projeta uma queda até os 5,300 pros próximos 3 meses, batendo em 5,700 ao fim do ano, menor que os 6,200 antes projetado.
O primeiro trimestre já foi de contração no PIB. O segundo trimestre começa com turbulência e incerteza. Caso continue a tendência, a economia americana entra em recessão técnica - dois trimestres consecutivos de retração.
P.S.1: por aqui, o Senado Federal vota hoje a Lei da Reciprocidade Econômica, em resposta ao aumento de 25% na taxa de importação de aço e alumínio brasileiro impostas pelo presidente americano.
Mercados 2024: entre máximas e mínimas
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Ontem foi o último dia de negociação do primeiro trimestre de 2025, e o que aconteceu nesse Q1 foi bem diferente do que muitos previam no início do ano. Vamos recapitular como foi o roteiro do período:
Brasil
Depois de janeiro e março bons para renda variável, o Ibovespa subiu +8,29% no ano, e o IFIX +6,32%. A curva de juros futuros fechou quase 2% e isso impulsionou muitos papéis no trimestre, como Cogna (+97,17%) e CVC (+51,43%)
Dólar: depois de avançar 27% no ano passado, esse primeiro trimestre foi a melhor performance do ativo desde 2022, caindo -7,67%.
EUA
As bolsas americanas chegaram a renovar suas máximas no início de fevereiro, mas com o início da guerra tarifária, caíram 2 dígitos e entraram em correção técnica. O fluxo de dinheiro saiu dos EUA e migrou para Europa. Observamos também uma rotação entre empresas de Crescimento para empresas de Valor.
S&P: após 5 trimestres consecutivos fechando no positivo, caiu -4,59%.
Nasdaq: registrou o pior trimestre desde 2022, caindo -10,42%. As mag-7 perderam mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado, com destaque negativo para Nvidia (-20%) e Tesla (-36%)
Dow Jones: recuou apenas -1,28%, reforçando essa rotação entre as empresas de crescimento para valor.
Resto do mundo
O Patinho Feio das bolsas europeias virou Cisne durante o trimestre. A diferença entre o Stoxx 600 europeu e o S&P500 ficou em 17% - a maior já registrada na história. Os setores de defesa se destacaram após Trump pressionar a Europa para aumentar o % do gasto PIB no setor.
Na China, as bolsas também tiveram um bom trimestre, com novas sinalizações de mudanças nas políticas de IPO de empresas de tecnologia, consumo e indústria avançada. O evento DeepSeek também fez o mundo voltar a olhar pro gigante asiático.
Ativos
Com o aumento das tensões geopolíticas e compras por parte dos governos chinês e indiano, o ouro ultrapassou os US$ 3.000 a onça e não parou mais. Nessa semana, chegou a alcançar um novo recorde histórico de US$ 3.160 e já acumula valorização de 19% neste ano.
No mundo digital, o bitcoin chegou a subir +8% em janeiro, fazendo sua máxima histórica, para depois cair -20% em fevereiro – a maior queda desde junho de 2022. Depois de fechar março praticamente estável, a criptomoeda acumula queda de -10%, próximo aos US$ 83 mil.
O que vem por aí?
O primeiro trimestre foi mais volátil do que o esperado, com fortes oscilações nas bolsas globais. O que começou com otimismo logo virou um cenário instável, puxado por tensões geopolíticas e mudanças nos fluxos de capital.
Num ano que promete ser imprevisível, adaptação e diversificação seguem como as melhores apostas. O segundo trimestre deve indicar se estamos em recuperação ou apenas no começo das turbulências.

Grupo Pão de Açúcar: controladores chegam em acordo para novo conselho.
Volvo: anuncia volta de ex-CEO, que atuou entre 2012 e 2022.
JBS: investe US$ 100 milhões no Vietnã para avançar na Ásia
Americanas: o plano da varejista para dar a volta por cima.
Embraer: vai ter um novo chairman depois de 13 anos.
CBA: depois do Itaú BBA, BTG Pactual também muda recomendação para compra.
BTG: seu novo fundo logístico, o BTLA11, levantou cerca de R$ 1 bilhão.
BTG [2]: teve perspectiva rebaixada pelo J.P Morgan, de compra para neutro.
Stats do dia
44% dos brasileiros endividados já tentaram usar sites de apostas para conseguir quitar seus débitos
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