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💰 XP: pirâmide ou desinformação?
+ o short squeeze do varejo + a dança das cadeiras do S&P500
Bom dia Droppers,
Pensei no chuveiro: nada incendeia o mercado mais rápido do que um relatório short – seja ele bem fundamentado ou não.
No drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
S&P500: a dança das cadeiras
Varejo: a volta dos que não foram
XP: Pirâmide financeira ou gringos desinformados?
ETFs de Fundos Imobiliários vão distribuir dividendos!


Por aqui, atingimos a maior inflação para o mês de fevereiro nos últimos 22 anos - com o IPCA do mês em 1.31%, os brasileiros estão tomando café da manhã sem ovo, sem café e no escuro para economizar energia. Tudo isso ocorre a uma semana da próxima reunião do COPOM, que pode elevar a SELIC em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Já a Receita aproveitou o caminhão de notÃcias ruins para anunciar as novas regras para alimentar o leão, que valerão para o IR de 2025.
Lá fora, depois do temporal, o arco-Ãris ameaça aparecer. As ações tech (+1,56%) e de comunicação (+1,43%) ensaiam uma recuperação depois do tombo. As boas novas vieram acompanhadas dos dados de inflação mais fraca, divulgados pelo CPI. Pela primeira vez em alguns anos um grande banco, o Goldman Sachs, reduziu as expectativas para o S&P500.
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A dança das cadeiras da S&P500

O rebalanceamento do S&P 500 de março é como aquele momento em que a música para e todo mundo corre para sentar — quem não achar cadeira fica de fora. Só que, nesse caso, as cadeiras são fatores econômicos e as empresas precisam garantir seu lugar no Ãndice mais badalado do mercado americano.
Quem entrou e quem saiu da festa?
Quem entrou: o setor de Tecnologia da Informação já era o convidado VIP da festa e ficou ainda mais popular: subiu para 31% do Ãndice (2 pontos percentuais a mais). O Consumo Discricionário também ganhou moral, chegando aos 9,55%. DoorDash, TKO Group Holdings, Williams-Sonoma e Expand Energy estreiaram no Ãndice.
Quem saiu: setores mais tradicionais andam meio esquecidos no canto. O Industrial caiu de 9% para 8,37%, e Materiais Básicos encolheu de 2,8% para 2,23%. Energia conseguiu se segurar em torno dos 3,5%, principalmente porque chegaram empresas ligadas às energias renováveis. BorgWarner, Teleflex, Celanese e FMC ficaram de pé, fora da brincadeira.
Quem ficou: já os setores de Saúde e Financeiro seguem firmes na dança, mantendo participações estáveis em torno de 12% e 13%. São aqueles convidados que nunca saem da moda—sempre presentes e essenciais.
Se você investe ou gerencia fundos ligados ao S&P 500, prepare-se para mexer nas suas playlists financeiras. Fundos indexados terão que ajustar suas carteiras conforme a nova configuração, gerando bastante movimento no mercado nos próximos dias.
Essas mudanças não são só números numa tabela; são pistas sobre o futuro da economia dos EUA. A força crescente dos setores digitais mostra um paÃs cada vez mais conectado à inovação tecnológica e aos serviços digitais. Já a redução dos setores industriais sugere desafios pela frente para quem ainda aposta na velha guarda da manufatura.
Varejo: a volta dos que não foram
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Depois de um carnaval de macetada, macetada, macetada, o setor do Varejo está de volta ao camarote da folia. Enquanto o Ibovespa subia 0,36%, a Casas Bahia (BHIA3) disparou impressionantes 103% e a Magazine Luiza (MGLU3) engatou uma alta de 22% - isso tudo somente nos últimos cinco pregões.
A fantasia de Fênix das varejistas não foi suficiente para convencer os especialistas da Genial Investimentos, que reiteraram que as movimentações não são baseadas em fundamentos ou mudanças estruturais. Ao contrário, o cenário segue difÃcil: juros altos e inflação pressionada continuam pesando sobre o consumo.
Casas Bahia (BHIA3): preparava os balanços trimestrais enquanto assistia o valor de suas ações dobrarem. Mas, ao divulgá-los, revelou um prejuÃzo de R$ 452 milhões - ruim, porém, 54,8% melhor que o prejuÃzo de R$1bi no mesmo perÃodo de 2023. Por outro lado, a empresa registrou fluxo de caixa livre de R$ 1,2 bilhão no trimestre, apontado como o maior dos últimos cinco anos.
Magazine Luiza (MGLU3): divulga seus resultados trimestrais hoje, após o fechamento do mercado. A expectativa é de um lucro lÃquido de R$150mi - com as lojas fÃsicas puxando o crescimento e o eComm mantendo a fraca tendência.
E para finalizar a festa varejistas, a Casas Bahia ganhou um novo sócio: Rafael Ferri, founder do Traders Club, que agora é dono de 5,11% da empresa, através da aquisição de ações (1,73%) e derivativos (3,38%). Segundo ele, a motivação foi puramente matemática:
A quantidade de investidores vendidos (short) está alta — acima do permitido pela B3 — e muitas opções apostam na queda da ação sem lastro suficiente para aluguel. Ou seja, um setup perfeito para um short squeeze. A Magazine Luiza não é muito diferente e pode ser a próxima da fila.
Resta saber se o varejo está de fato voltando ao jogo ou estamos diante de mais um voo de galinha? As Casas Bahia caem -99% e a Magalu -97,3% das suas máximas, ou seja, ainda tem muuuuito chão para chegar no valor de mercado que já foi um dia.

⬆ RADL4: RD Saúde foi a maior alta ontem, com +5,09%, fechando na máxima do dia, em R$18,58. Analista do Goldman Sachs reiteraram recomendação de compra, mas diminuÃram o preço-alvo para R$25.
⬆ BEEF3: Minerva subiu +4,26%, também fechando na máxima do dia, em R$4,90. No mês a empresa já sobe +10,86%, mas teve um mês passado ruim e ainda cai -3,73% no ano.
⬆ COGN3: Cogna subiu +4,24%, em R$1,72, com relatório do Morgan Stanley revisando o papel de neutro para compra e passando o preço-alvo de R$1,70 para R$2.
⬇AZZA3: Azzas 2154 foi a pior queda, caindo -13,39%, fechando na mÃnima do dia, em R$22,89. A empresa registrou uma queda de 35,8% no lucro lÃquido, auferindo R$ 168,9 milhões no 4T’24.
⬇BRKM5: Braskem caiu -4,02%, em R$10,26. O BTG reduziu o preço-alvo de R$20 para R$14, mas ainda recomenda compra com uma valorização de +33%
⬇CPFE3: CPFL Energia caiu -2,25%, em R$38,27. Recentemente a empresa divulgou proposta para distribuição de R$3,2 bilhões em dividendos, mas depende do aval da AGO, que será em 29 de abril.
XP: Pirâmide financeira ou gringos desinformados?
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O time de relações públicas da XP acionou o botão de pânico e virou a noite tentando acalmar os ânimos depois que a gringa Grizzly Research divulgou um relatório acusando a empresa de operar um esquema de pirâmide financeira, fazendo com que as ações da empresa caÃssem ~6% no dia.
No centro da polêmica estão dois fundos: Gladius FIM CP IE e Coliseu FIM CP IE. Ambos atuando como market makers, garantindo liquidez para operações com derivativos feitas por clientes da XP.
A acusação: segundo a Grizzly, o Gladius teria apresentado um retorno impressionante de 2419% em cinco anos, com baixÃssima volatilidade — um desempenho que levantou suspeitas. O relatório sugere que, sem esses fundos, a XP não seria lucrativa e que sua operação dependeria da venda contÃnua de COEs, o que se assemelha a um esquema Ponzi. O relatório cita depoimentos de ex-funcionários e clientes insatisfeitos.
A defesa: veio em formato de nota da XP, avisando que as informações são falsas, incorretas e imprecisas. Os gurus do mercado financeiro brasileiro parecem concordar, com Pedro Cerize, comentando que não vê sustentação nas acusações do relatório e Leandro Siqueira dizendo que os estrangeiros não entenderam a dinâmica do RLP e do COE e que não há dados que corroboram com essa tese. Gabriel Rech, comenta que a decisão de deixar as operações contraparte é também tributária, pois na instituição financeira o imposto seria de 40%, enquanto no fundo é de 15%.
No quarto trimestre de 2024, a XP registrou lucro lÃquido ajustado de R$1,2 bilhões, em uma alta de 16% em relação ao mesmo perÃodo em 2023. A receita bateu US$4,7 bilhões com crescimento de 10% no ano e 4% com base no trimestre anterior. A ação chegou a cair -8% durante o pregão, mas fechou com queda de -5,98%, com um volume 3x acima da média. Ainda assim, no acumulado do ano, a empresa mantém alta de quase 12%.

IPCA: de fevereiro foi o maior número desde 2003.
CPI: inflação americana desacelera mais que o esperado em fevereiro
Japão: banco central reitera que o rendimento dos tÃtulos devem ser determinados pelo mercado
Aéreas: Delta, American Airlines e Southwest reduziram suas previsões de receita devido à desaceleração das viagens domésticas, um sinal de desaceleração econômica.
Bilionários: cinco bilionários na cerimônia de posse do Trump perderam, combinados, US$ 209 bilhões.
FED: parece que vai manter as taxas de juros americana por mais tempo
CVM: multas aplicadas em 2024 somam R$1,05 bilhões, maior número nos últimos 5 anos.
Os ETFs imobiliários vão distribuir dividendos!
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O mercado de ETFs no Brasil atingiu um novo marco esta semana com a liberação da infraestrutura da B3 para que ETFs de Fundos Imobiliários (FIIs) possam distribuir dividendos. Até então, esse privilégio era exclusivo dos ETFs de ações.
Os FIIs são uma classe de ativos que, por lei, devem distribuir pelo menos 95% da sua receita na forma de rendimentos, tornando-se atrativos para diversos perfis de investidores. No universo dos ETFs brasileiros, existem apenas três opções disponÃveis:
Mas isso é só o começo. Com o amadurecimento do mercado, espera-se que novos ETFs setoriais apareçam — como aqueles focados em fundos de logÃstica, lajes corporativas, shoppings, entre outros — abrindo novas possibilidades para investidores que querem exposição ao setor imobiliário sem precisar escolher ativos individuais.
Como vai funcionar:
→ A distribuição de dividendos dependerá do regulamento de cada ETF.
→ Os proventos serão pagos, no mÃnimo, uma vez por mês.
→ As datas de pagamento não precisam coincidir com a distribuição dos proventos do ETF no exterior.
→ Enquanto os rendimentos de FIIs são isentos de imposto de renda, os rendimentos dos ETFs são tributados em 15%.
Antes dessa mudança, os dividendos recebidos pelos ETFs eram obrigatoriamente reinvestidos no próprio fundo, sem possibilidade de distribuição. Agora, os investidores terão mais flexibilidade para decidir o destino dos rendimentos, tornando os ETFs de FIIs uma alternativa ainda mais interessante no mercado.

Azzas: reporta expansão na receita, mas EBITDA e lucros foram pressionados
Bank of America: cortou 150 vagas do IB por um menor volume de M&A
Americanas: inicia arbitragem para responsabilização dos ex-diretores por fraude.
Pague Menos: desabou depois de resultado recorde, chegando a cair 12% no intraday.
Mercado Bitcoin: CVM suspende negociações de tokens de cotas de consórcios, enquadrando eles em ativos mobiliários
Goldman Sachs: anunciou um corte entre 3-5% do quadro de funcionários.
Puma: demitirá 500 funcionários e irá fechar lojas para reduzir custos
Kohl's: ações despencaram 20% , com a varejista dando uma perspectiva difÃcil para o ano
Stats do dia
O mercado de REITs (Real Estate Investment Trusts) americano, é cerca de 46x maior que o nosso mercado de fundos imobiliários.
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